MOGI DAS CRUZES

Câmara Municipal apela à Alesp contra implantação de pedágio na Mogi-Dutra

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, em sessão ordinária realizada na quarta-feira (27), a Moção 93/2019, apresentada pelo vereador Péricles Bauab (PL), que apela à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para que interceda junto ao governador do Estado, João Doria (PSDB), no sentido de indeferir o projeto de pedágio no KM 45 da Rodovia Mogi-Dutra (SP 88), anunciado pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

“A rodovia garante o acesso de Mogi das Cruzes às rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, que possibilitam acesso aos principais locais da região”, argumentou Bauab no documento apresentado ao Plenário.

O documento ainda apela aos deputados estaduais Marcos Damásio e André do Prado para que busquem criar uma frente parlamentar na Alesp para barrar o pedágio.

Doria estuda o caso

No último dia 7, o deputado estadual Marcos Damásio (PR) esteve com o governador João Doria e entregou a ele um pedido para que não seja implantado o pedágio na Mogi-Dutra.

De acordo com o deputado, após ele explicar a Doria que o pedágio seria prejudicial à população e à economia não só de Mogi das Cruzes, mas de todo o Alto Tietê, o governador “prometeu que vai estudar o caso e garantiu que em 30 dias será dado um retorno”.

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Pedágio na Mogi-Dutra

As obras estudadas pela Artesp foram anunciadas em uma audiência pública realizada no dia 21 de outubro, em Mogi das Cruzes. A que mais gerou polêmica foi a implantação de uma nova praça de pedágio no km 45 da Mogi-Dutra, próximo à Casa do Queijo.

De acordo com o diretor-geral da Artesp, Giovanni Pengue Filho, a previsão inicial era criar a praça tarifária na Mogi-Bertioga, no entanto, com o objetivo de tornar a tarifa menor, a proposta foi alterada para a Mogi-Dutra.

Poucas horas após a reunião, mogianos que nela estiveram iniciaram uma grande mobilização contra a cobrança de tarifa na Mogi-Dutra, através de publicações nas redes sociais e abaixo-assinados virtuais que tiveram rápida aderência popular.

Com a repercussão, políticos da região também se posicionaram contra a ideia do pedágio na Mogi-Dutra, sem, no entanto, afirmar que também não concordariam com a mudança dele para a Mogi-Bertioga. Enquanto o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) disse que conversaria com o governador João Doria (PSDB) para reverter a decisão da Artesp, o prefeito Marcus Melo (PSDB) enviou um ofício ao Governo do Estado com a mesma solicitação. Os vereadores da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, por sua vez, aprovaram por unanimidade uma moção repudiando o projeto do pedágio na Mogi-Dutra, que será entregue a deputados da região e ao executivo estadual.

Em 26 de outubro, moradores do condomínio Aruã, que fica às margens da Mogi-Dutra, organizaram uma manifestação para protestar contra o pedágio. A principal reclamação deles é com relação ao fato de que começarão a ter que pagar tarifa para se deslocar ao trecho urbano da cidade, assim como moradores do Taboão e de outros bairros que fazem divisa com municípios na região. “Se o pedágio for instalado, tornará oneroso para os moradores o trajeto dentro da própria cidade. Os moradores da minha região terão que pagar pedágio toda vez que quiserem se locomover para o centro da cidade ou imediações”, reclama Aline Afonso Castro Mattiuzzo, moradora que pretende participar da manifestação. Ela completa dizendo: “mesmo sendo mogianos, ficaremos ‘isolados’ da região central e imediações, o que custará caro para nós, em especial aos trabalhadores e estudantes”.

A Artesp abriu, no dia 25 de outubro, uma consulta pública para colher opiniões e informações sobre as intervenções anunciadas no Lote Rodovias do Litoral Paulista. Puderam participar da consulta pública pessoas físicas ou jurídicas interessadas na matéria. O prazo para envio de sugestões foi encerrado no dia 25 de novembro.

Foto: Ney Sarmento / Prefeitura de Mogi das Cruzes

Essa notícia foi atualizada em 28 de novembro de 2019 13:10

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