A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou, na tarde desta terça-feira (31), os projetos de lei enviados pela Prefeitura que tratam da revisão anual e do aumento real nos salários dos servidores públicos municipais. Apesar da aprovação no legislativo, a proposta havia sido rejeitada anteriormente pela categoria.
Foram aprovados os Projetos de Lei 54/2026 e 55/2026, além do Projeto de Resolução 02/2026, que estende os mesmos índices aos servidores do Legislativo. O pacote prevê um reajuste composto por 3,83% de reposição inflacionária, com base no IPC-Fipe, e 3,77% de aumento real.
De acordo com o texto, a reposição inflacionária terá efeito imediato e retroativo a 1º de março de 2026. Já o aumento real será pago em duas etapas: 1,88% a partir de março e 1,89% a partir de outubro deste ano. A medida vale para servidores ativos, aposentados e pensionistas, além de funcionários de autarquias como o Semae e o Iprem. Agentes políticos e cargos com salários mais altos não serão contemplados com o aumento real.
Segundo a Prefeitura, a proposta foi definida com base em estudos financeiros e dentro dos limites de responsabilidade fiscal. A administração também destaca que o reajuste faz parte de um conjunto de ações voltadas à valorização dos servidores, como a retomada do pagamento de adicionais por tempo de serviço após o período de congelamento.
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema (Sintap) já havia informado que a categoria rejeitou a proposta em assembleia realizada no dia 18 de março. Uma nova assembleia da categoria está marcada para esta quarta-feira (1º), quando os servidores devem avaliar o cenário após a aprovação dos projetos pela Câmara e discutir os próximos encaminhamentos.
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