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MOGI DAS CRUZES

Servidores rejeitam proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes

A negociação entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e os servidores públicos municipais segue sem acordo após a rejeição, por parte da categoria, da proposta de reajuste salarial apresentada pela administração para a data-base de 2026.


De acordo com comunicado divulgado pela Prefeitura nesta quinta-feira (26), a proposta foi construída ao longo de seis reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema (Sintap), mas acabou rejeitada em assembleia realizada na quarta-feira (25).

Entre os pontos apresentados pela administração está um reajuste salarial que varia de 7,6% a 12,6%, conforme o enquadramento do servidor. O índice inclui 3,83% de recomposição inflacionária, 3,77% de aumento real — dividido em duas parcelas, em março e outubro de 2026 — e até 5% relacionados à chamada Lei do Descongela, com efeitos retroativos a janeiro.

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A Prefeitura afirma que a proposta foi elaborada com responsabilidade fiscal e reforça o compromisso com a valorização dos servidores, destacando ainda medidas como a criação de grupos de trabalho para discutir pautas específicas, a manutenção do plano de saúde sem reajuste em 2025 e a regularização de repasses ao Instituto de Previdência Municipal (IPREM).

Por outro lado, o Sintap informou, em comunicado anterior, que a categoria rejeitou a proposta em uma primeira assembleia realizada no dia 18 de março e decidiu pela deflagração de estado de greve até que uma nova proposta seja apresentada.

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Segundo o sindicato, o índice de 3,83% referente à inflação não é objeto de negociação, por se tratar de revisão obrigatória prevista na Constituição Federal. O principal ponto de divergência está nos 3,77% de aumento real propostos pela Prefeitura, especialmente quanto ao parcelamento. Os servidores defendem também que os 5% relacionados à Lei do Descongela – destinados àqueles que trabalharam durante a pandemia – não devem ser considerados parte do reajuste, uma vez que se trata de garantia prevista em lei federal e que será paga a somente uma parcela de servidores.

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A contraproposta dos servidores prevê a manutenção dos demais termos, com alteração apenas na forma de pagamento do aumento real, que deveria ser aplicado integralmente ainda em 2026, dividido entre os meses de maio e outubro.

O sindicato afirma manter diálogo com a Administração, mas ressalta que seguirá mobilizado em defesa de melhores condições de trabalho e remuneração. Uma nova assembleia deve ser realizada na próxima quarta-feira (1).

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP