MOGI DAS CRUZES

Vereadores de Mogi tentam evitar despejo de famílias que moram no Hospital Arnaldo Pezzuti

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão ordinária de ontem (16) a Moção 45/2021, de autoria da totalidade dos vereadores da Casa, que faz um apelo ao governador João Doria (PSDB) para que determine ao setor competente as medidas necessárias para a suspensão da ordem de despejo para as famílias que residem no terreno hospitalar do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, em Jundiapeba.

As casas ficam na área hospitalar do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, onde funcionou até 1986 o Sanatório Santo Ângelo. Inaugurado em 1928, o edifício foi o primeiro leprosário do Brasil – uma colônia afastada das cidades onde pacientes de hanseníase eram internados à força por tempo indeterminado.

Durante a sessão, vários vereadores se manifestaram contra a remoção das famílias. Confira abaixo:

Fernanda Moreno (MDB) falou sobre as décadas que os moradores estão ocupando as casas. “Não é justo que o Estado agora faça essas pessoas saírem sem ter para onde ir. Não há motivo para fazer isso, principalmente agora nessa pandemia”, afirmou.

“Essas pessoas não têm para onde ir. Tenho certeza que os vereadores estão prontos para ajuda”, pontuou Carlos Lucareski (PV).

“Faltou sensibilidade nesse momento de pandemia. Pois é onde se pede para ficar em casa e como vamos desalojar famílias, desalojar pessoas?”, questionou o vereador Edson Santos (PSD).

“Tais munícipes já se estabeleceram nessa comunidade local, não possuindo qualquer outro tipo de convivência. É preocupante mais uma ação de despejo na cidade. Não só pela injustiça, mas pelo problema social que isso traz a Mogi das Cruzes”, complementou iduigues Martins (PT).

Essa notícia foi atualizada em 17 de março de 2021 11:51

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Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP