Vereadores buscam solução para demanda de hemodiálise em Mogi das Cruzes

CIDADE
Os vereadores Diego Martins (MDB), o Diegão, e José Francimário Vieira de Macedo (PL), o Farofa, reuniram-se na última quinta-feira (17) com a diretora dos Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano, Silvana Kesrouani, e do diretor comercial da empresa sueca Diaverum, Rafael Ferreira, com o objetivo de encontrar uma solução para que o instituto possa atender a demanda de moradores de Mogi das Cruzes que precisam passar por diálise e hemodiálise.

Na reunião, a diretora dos institutos afirmou que recebe diversos pedidos de mogianos que querem passar pelo procedimento na própria cidade. Ela disse, ainda, que, os institutos contam com as vagas, no entanto, só quem pode disponibilizá-las é o governo estadual. “Muitas vezes temos as vagas, mas não podemos destiná-las a pacientes da cidade e eles ficam sem entender o porquê”, disse Silvana.

Além disso, segundo ela, há muitos pacientes que, três ou quatro vezes por semana, madrugam para fazer hemodiálise na capital e só voltam à noite. “Temos casos de pacientes que estão fazendo diálise em São Paulo e estão passando muito mal quando desembarcam do trem”, afirmou a diretora.

O diretor comercial da Diaverum – empresa que comprou os institutos em novembro do ano passado – disse que os custos para o município, com o transporte de mogianos para fora da cidade é bastante dispendioso. “Estamos falando em cerca de R$ 250 mil por mês que o município gasta com esse deslocamento”, estimou Ferreira.

Para Diegão, é preciso haver uma força-tarefa para que haja uma solução rápida, visto que os pacientes que fazem hemodiálise não podem esperar por muito mais tempo. “É algo que não tem lógica. Se há vagas disponíveis, não há motivo para um morador de Mogi das Cruzes ir fazer o tratamento em São Paulo ou outra cidade e vice-versa. Isso precisa ser revisto com urgência”, disse o parlamentar.

Foto: Divulgação / Vereador Diegão

Conforme a diretoria dos institutos, em média 600 pacientes fazem diálise nas unidades de Mogi e Suzano e calcula-se que, de Mogi, aproximadamente 150 pessoas sejam tratadas fora. “Estamos construindo uma outra sala para hemodiálise e, se fosse feito algum convênio com o município, para complementar o que recebemos do Estado, certamente ficaria menos caro para a cidade”, sugeriu Silvana.

De acordo com a assessoria do vereador Diegão, os parlamentares irão sugerir ao presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara de Mogi das Cruzes, Cláudio Miyake (PSDB), a criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) da Diálise.

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