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MOGI DAS CRUZES

Na Câmara, prefeito de Mogi explica destinação de verbas de empréstimo no valor de R$ 129 milhões



O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, esteve na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (27), a convite dos vereadores, para prestar esclarecimentos a respeito da destinação de verbas de um financiamento feito em 2014, junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 129 milhões.



O convite dos parlamentares foi feito após o prefeito ter publicado, recentemente, um vídeo dizendo que parte das obras de pavimentação que vem sendo realizadas na cidade utiliza uma “sobra” deste financiamento.

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Em sua explanação inicial, o prefeito afirmou que, na época em que foram liberados, os recursos foram destinados a um projeto chamado “Corredor Leste-Oeste”, que, além dos serviços de recuperação asfáltica em algumas vias da cidade, previa a construção da Avenida das Orquídeas e de dois terminais de ônibus: um em Braz Cubas e um em Jundiapeba.



Segundo ele, R$ 23 milhões oriundos deste empréstimo ainda estão sendo utilizados no programa Nova Mogi, para realizar obras de pavimentação em 13 vias da região central da cidade, incluindo a Avenida Voluntário Pinheiro Franco (Avenida dos Bancos), que já foi concluída, além de outras vias como as Ruas Barão de Jaceguai e José Bonifácio, onde os trabalhos ainda serão iniciados.



Já o bloco do projeto que incluía a construção dos terminais foi o único não executado, pelo fato de, segundo o prefeito, o valor ser insuficiente para as obras. “O valor disponível no financiamento: R$ 9,6 milhões para construir dois terminais, cada um deles em R$ 2,9 milhões e mais duas passarelas. Este valor é de 2013. Talvez naquela época dava para construir isso. Hoje, para se ter uma ideia, para reformar os dois terminais, Estudantes e o Central é de R$ 8 milhões. Você acha que dá para construir um terminal em Braz Cubas e um em Jundiapeba com R$ 2,9 milhões cada? Não tem como”, disse Caio Cunha, acrescentando que, como o projeto era inexequível, o valor não chegou a ser de fato financiado: “Nós não perdemos R$ 9 milhões, nós deixamos de financiar”.

Segundo o prefeito, não há áreas disponíveis para construir os terminais e, além disso, a possível existência deles não se mostrou funcional. “Fazer o terminal de Braz Cubas e Jundiapeba não significa que vai resolver o problema do transporte público em Mogi. Existe uma única linha hoje que passa pela Avenida das Orquídeas. Se for viável, se for importante, nem que a Prefeitura faça com recurso próprio ou faça outro financiamento, mas, hoje, não existe nada que mostre a funcionalidade disso e não existe sequer área reservada para esses terminais”, afirmou Caio Cunha.

Após sua explanação, o prefeito de Mogi das Cruzes, que estava acompanhado do secretário de infraestrutura urbana, Alessandro Silveira (Dodô), respondeu a questionamentos dos vereadores presentes a respeito do financiamento feito em 2014 junto à Caixa Econômica Federal.

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