A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, nesta quarta-feira (10), a Moção de Apelo nº 222/2025, apresentada pelo vereador Rodrigo Romão (PcdoB), que expressa preocupação com a recorrente falta de medicamentos essenciais na Farmácia de Alto Custo do município. O texto cobra providências do Governo de SP para normalizar o abastecimento.
Durante a sessão, Romão afirmou que pacientes vêm enfrentando descontinuidade de tratamento e dificuldades para obter remédios básicos, como insulina, fórmulas infantis e morfina. O vereador atribuiu o problema à gestão estadual. “O governador colocou mais impostos na nossa Região por meio dos pedágios. E, mesmo assim, está deixando faltar medicamentos básicos na Farmácia de Alto Custo. O impacto está sendo enorme para todos os pacientes da nossa região. É lamentável”, disse. Ele também criticou o fechamento da Furp, apontando reflexos diretos no fornecimento de remédios.
A moção solicita medidas urgentes à Secretaria de Estado da Saúde, ao Departamento Regional de Saúde (DRS) e à coordenação da Farmácia de Alto Custo, incluindo a apresentação de um plano de ação público, com cronograma de reposição, estratégias de gestão de estoque, previsão de entregas dos fornecedores e medidas para evitar novos desabastecimentos.
Em nota, a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) do Estado de São Paulo informou que a Farmácia de Medicamentos Especializados (FME) de Mogi das Cruzes está sendo reabastecida e que a regularização total dos itens está prevista para segunda-feira (15). A CAF afirmou lamentar o ocorrido e destacou que o volume e a complexidade da distribuição dos remédios exigem ajustes operacionais neste período inicial de contrato, que estão sendo monitorados para reduzir impactos e garantir o fornecimento regular.
A secretaria também ressaltou que o novo contrato permitirá descentralizar a entrega dos medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, possibilitando a distribuição direta aos municípios — medida que, segundo o governo estadual, deve aprimorar a logística e reduzir custos para as prefeituras.
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