Vereadores de Mogi apelam por flexibilização nas regras impostas a academias

CIDADE

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão ordinária de quarta-feira (24), a Moção 17/2020, que apela ao governador João Doria (PSDB) pela flexibilização nas regras impostas às academias de Mogi das Cruzes. A solicitação é para que o segmento passe a constar na fase 3 (amarela) do Plano São Paulo de retomada econômica – e não na fase 4 (verde), onde está atualmente.

A Moção, de autoria do vereador Marcos Furlan (DEM), que é proprietário de academia e preside a Comissão Especial de Vereadores (CEV) formada para acompanhar o Plano de Retomada Econômica da Prefeitura de Mogi, atende a solicitação da Associação das Academias de Mogi das Cruzes, que prontamente elaborou o Protocolo de Ações das Academias para Segurança e Saúde no Combate ao Covid-19. Também assinaram o documento os vereadores Mauro Araújo (MDB), Antonio Lino (PSD), Caio Cunha (PODE) e Francimário Vieira Farofa (PL).

“Esse segmento fez várias reuniões com a Comissão e com a Prefeitura. Muita gente fala para treinar em casa ou na rua, mas não sabem a importância do profissional de Educação Física no exercício físico. Há riscos para as pessoas que fazem atividades físicas sem o acompanhamento adequado”, argumentou Furlan.

“A atividade física é uma atividade essencial, faz bem para a saúde e as academias são um dos motores da economia, que geram muitos empregos. O que entendemos é que se crie um protocolo para que esses estabelecimentos, de alguma forma, também possam dar sua contribuição”, disse o vereador Mauro Araújo (MDB).

“Temos que ter muito cuidado, todo cuidado é pouco. Precisamos do comércio sim e academia significa saúde, mas precisamos ter o máximo de cuidado para que nós não tenhamos que regredir novamente”, pontuou o vereador Protássio Nogueira (PSDB).

De acordo com os autores, o documento foi elaborado com base em critérios técnicos e científicos, com a chancela das entidades representativas do segmento, como Conselho Regional de Educação Física (Cref/SP), Acad Brasil (Associação Brasileira de Academias), federações e confederações de lutas e artes marciais.

Os empresários do segmento de academias ressaltam que as demais comorbidades associadas ao isolamento social serão minimizadas pela prática de atividade física monitorada por profissionais de Educação Física habilitados e licenciados. Segundo eles, o ambiente residencial não propicia a prática correta e regular dos exercícios.

“A coisa é séria e a gente tem que pensar muito antes que se abra algum serviço. O problema das academias é que estão cheias o dia inteiro e muitos prédios não têm controle. Vamos fazer as coisas com muito cuidado”, pediu o vereador Chico Bezerra (PSB).

“Eu sou favorável que abra tudo, mas que as pessoas tenham consciência. Não é a academia que vai infectar o mundo. Os supermercados, por exemplo, são um antro de infecção e estão abertos, os pontos de ônibus estão lotados”, afirmou o vereador Antonio Lino (PSD).

Os vereadores Péricles Bauab (PL), Cuco Pereira (PSDB), pastor Carlos Evaristo (PSB), Rodrigo Valverde (PT), Jean Lopes (PL) e Iduigues Martins (PT) também fizeram o uso da palavra para ressaltar a importância de recuperar a economia e salvar vidas ao mesmo tempo.

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