Nascente do Rio Tietê

Qualidade da água em rios do Alto Tietê está entre ruim e regular, diz pesquisa

ALTO TIETÊ PRIORIDADE
Uma pesquisa divulgada pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica, na última semana, apontou que as bacias hidrográficas da região do Alto Tietê têm a qualidade da água (IQA) entre ruim e regular.

Em Mogi das Cruzes o monitoramento foi realizado pelo Grupo Eco Ipiranga, que fez testes e estudos com uma amostra da água do Ribeirão Ipiranga e a qualificou como regular.

A situação mais crítica é em Ferraz de Vasconcelos, onde o Grupo Eco Cabaneiros identificou água com qualidade ruim tanto no córrego Iijima quanto no córrego Itaim. Já o Grupo Nômades Turistas esteve no córrego Dias e o classificou como regular.

Arujá apresentou água com qualidade regular em dois pontos do córrego Baquiviru. O monitoramento, neste caso, foi feito pelos Grupos Rio Vivo e Peixes de Arujá.

Em Suzano, o Rotary também coletou água em dois pontos do córrego do Balainho e, em ambos, a qualidade da água foi avaliada como regular.

Já na cidade de Salesópolis, onde fica a nascente do Rio Tietê, a água, que no ano passado foi considerada de qualidade média, este ano caiu para regular, segundo estudos do Grupo Ponte Nova.

Panorama nacional

Dos 278 pontos de coleta de água monitorados pela pesquisa da ONG Fundação SOS Mata Atlântica, 207 (74,5%) apresentaram qualidade regular. Em 49 pontos (17,6%) a qualidade é ruim e, em 4 pontos (1,4%) péssima. Somente 18 pontos (6,5%) apresentam qualidade boa na média do período de monitoramento e nenhum dos rios e corpos d’água tem qualidade ótima.

A qualidade de água péssima e ruim obtida em 19% dos pontos monitorados evidencia que 53 pontos estão em rios indisponíveis – com água imprópria para usos – por conta da poluição e da precária condição ambiental das suas bacias hidrográficas.

“Os rios brasileiros estão por um triz. Seja por agressões geradas por grandes desastres ou por conta dos maus usos da água no dia a dia, decorrentes da falta de saneamento, da ocupação desordenada do solo nas cidades, por falta de florestas e matas ciliares que protegem os rios e nascentes e por uso indiscriminado de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Nossos rios estão sendo condenados pela falta de boa governança“, afirma Malu Ribeiro, assessora da Fundação SOS Mata Atlântica, especialista em água.

A iniciativa contou com a participação de 3.500 voluntários, que monitoraram 220 rios de oito regiões hidrográficas do Brasil, entre março de 2018 e fevereiro de 2019.

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