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MOGI DAS CRUZES

Prefeitura de Mogi arrecadou 17% mais que o esperado nos últimos quatro meses de 2022



Em audiência pública de prestação de contas realizada na sexta-feira (24), na Câmara de Mogi das Cruzes, o secretário municipal de finanças, William Harada, apresentou dados que indicam que a Prefeitura arrecadou 17% a mais que o esperado nos últimos quatro meses de 2022.



De acordo com informações do chefe da pasta, a Prefeitura de Mogi das Cruzes arrecadou R$ 1,71 bilhão durante o período, mediante uma estimativa de R$ 1,46 bilhão. Em relação às despesas, havia expectativa de gastar R$ 1,45 bilhão, mas foram empenhados R$ 1,36 bi.

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No Semae de Mogi das Cruzes, o total arrecadado no último quadrimestre do ano passado foi de R$ 219,2 milhões, quando se esperava obter R$ 222,3 milhões para o período. Na autarquia, as despesas somaram R$ 214,6 milhões, mediante uma perspectiva de R$ 237,7 milhões de gastos. As informações foram divulgadas pelo diretor-geral do Semae, Francisco Cocchi Camargo.



No Iprem (Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes), as receitas também superaram o valor esperado, com R$ 232,4 milhões arrecadados e uma estimativa de R$ 195,9 milhões para o terceiro quadrimestre de 2022. De acordo com o superintendente do instituto, Pedro Ivo Barbosa, a previsão de despesa era de R$ 205,2 milhões, mas foram empenhados R$ 143,5 milhões.



“Os dados foram bastante positivos, principalmente os do Executivo. Tivemos arrecadações acima do previsto. Isso anima a gente, já que reflete a retomada da economia depois da Covid-19”, disse o vereador Vitor Emori (PL), presidente da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, que dirigiu os trabalhos da reunião.

A vereadora Inês Paz (PSOL), que também estava presente na audiência, questionou o secretário de finanças sobre o saldo positivo da arrecadação de ISS (Imposto sobre Serviços). “O prefeito vem falando de uma possível isenção para empresas de tecnologia. Havia uma previsão de arrecadar R$ 156 milhões de ISS, mas o valor chegou a R$ 203,9 milhões. Essa isenção está sendo feita por causa disso?”

“Não. Já pensávamos nisso antes. A proposta não é isentar, mas sim reduzir as alíquotas. Temos propostas boas de empresas de tecnologia que querem vir para cá. Essas empresas querem equiparação com aquilo que oferecem outras cidades”, respondeu William Harada.

Já o vereador Osvaldo Silva quis saber se o bom resultado trará mais investimentos para Mogi em 2023. “Fiquei animado com esse desempenho. Podemos esperar mais de 2023?”, perguntou ele.

Harada disse que sim, mas que não há dinheiro sobrando. “Estamos no primeiro ano de governo tanto na esfera federal como estadual. Os primeiros anos de quaisquer mandatos costumam ser mais recessivos. Não temos expectativa de aquecimento da economia, e as despesas me preocupam. Mas estou otimista: vamos continuar economizando nas despesas para encaixar mais realizações”.

O vereador Policial Maurino quis saber se o aporte financeiro dado ao sistema de transporte coletivo impactará as contas públicas. “Aprovamos aqueles 76 centavos por viagem, que em dois anos somarão R$ 30 milhões. Estamos mesmo tranquilos em relação a isso?”, indagou ele.

Harada disse que foi uma escolha política do prefeito da cidade, Caio Cunha (PODE). “Vai impactar nossas contas em R$ 15 milhões de reais por ano ou R$ 30 milhões em dois anos. Ou seja, toda vez que um mogiano pagar 5 reais na passagem, a Prefeitura estará aportando 76 centavos. Isso está garantido, mas não é decorrente de sobra. Foi uma escolha que o prefeito fez por considerar uma ação prioritária para a população”.

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