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POLÍCIA

Operação da PF contra adulteração de combustíveis cumpre mandados em Arujá e Poá



A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação Boyle com o objetivo de combater uma organização criminosa suspeita de ter importado, produzido e distribuído irregularmente metanol, cuja principal destinação seria adulteração de combustíveis.



Na ação, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Capital, que foram cumpridos nas cidades paulistas de Arujá, Poá, Guarulhos, São Paulo, Bertioga e Santo André.



De acordo com a PF, durante as investigação, foram identificados dois grandes núcleos beneficiários da adulteração dos combustíveis, cujos dirigentes das empresas envolvidas não disporiam de capacidade financeira compatível com os valores transacionados, demonstrando serem, provavelmente, interpostas pessoas utilizadas para ocultar o dinheiro do esquema.



As autoridades investigam crimes como organização criminosa, transporte ilegal de produto perigoso, descaminho, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.



O início das investigações aconteceu em maio de 2023, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um caminhão tanque carregado com mais de 30 mil litros de metanol, sem nenhuma documentação fiscal acompanhando a carga. A Agência Nacional do Petróleo e o Setor Técnico da Polícia Federal periciaram o produto e confirmaram se tratar de álcool metílico, preparado para ser usado irregularmente como combustível.

A legislação brasileira impede o uso do metanol como combustível, tanto que a destinação desse produto é restrita, sendo permitida sua utilização como matéria-prima para fins de sintetização de produtos químicos geralmente usados na produção de adesivos, solventes, pisos e revestimentos.

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Por Redação

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