MOGI DAS CRUZES

Escolas de Mogi podem estar recebendo carnes de frigoríficos interditados

Uma matéria do jornal Folha de São Paulo publicada na última quinta-feira (22) e assinada pela repórter Angela Pinho denuncia o Governo de SP por usar carnes de três frigoríficos que tiveram suas atividades suspensas pelo Ministério da Agricultura em merendas de escolas estaduais. Segundo documentos obtidos pela reportagem, ao menos um deles continuou fornecendo carnes a escolas mesmo após a interdição.

Entre as escolas citadas na matéria está a E. E. Professora Dona Peretti de Oliveira, localizada no Jardim Cíntia, em Mogi das Cruzes. Nada impede, no entanto, que carnes dos mesmos lotes estejam indo para outros colégios estaduais da cidade.

Os frigoríficos envolvidos são: NS Alimentos, que fornece carne de porco e coxão mole; Centroeste, que tem contratos para carne moída; e Fridel, com contrato para patinho e coxão mole, e que foi reaberto na última quarta (20).

A matéria diz que a suspensão das atividades da NS Alimentos foi determinada em 30 de janeiro, devido a fraudes econômicas (comercializar um produto diferente do que o que foi combinado; por exemplo: vender carne de segunda como se fosse de primeira, ou misturar rejeitos à carne). Ainda assim, a empresa firmou no dia 11 de fevereiro contratos com a Secretaria da Educação do estado no valor de R$ 7,9 milhões para compra de coxão mole e pernil.

O Ministério da Agricultura explica que “as ações cautelares de suspensão destes estabelecimentos são mantidas até que o interessado comprove em processo administrativo que identificou o motivo que originou a não conformidade, que implementou medidas corretivas e preventivas visando eliminar novos casos de fraude e que adotou todas as ações/destinações adequadas sobre o produto com fraude”.

Essa notícia foi atualizada em 22 de março de 2019 18:23

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Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP