Os pedidos de medidas protetivas em favor de mulheres vítimas de violência no Estado de São Paulo apresentaram alta de 22,3% no primeiro semestre deste ano em comparação com 2024, o que reflete a maior busca por ajuda.
Entre os recursos disponíveis para mulheres vítimas de violência em SP está o aplicativo SP Mulher Segura, que tem ganhado destaque por permitir que vítimas registrem ocorrências e solicitem socorro diretamente pelo celular, a qualquer hora.
Disponível gratuitamente na Google Play e Apple Store, o app possibilita que a mulher registre o boletim de ocorrência de forma rápida, sem precisar sair de casa — um passo essencial para que a polícia possa agir.
Para quem possui medida protetiva, o aplicativo oferece ainda o botão do pânico: ao ser acionado, uma viatura é enviada imediatamente ao local da vítima, garantindo atendimento emergencial. A ferramenta reúne também links úteis, com acesso a serviços da Defensoria Pública, Ministério Público e Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher.
Além do app, a rede de proteção às mulheres inclui outros canais de atendimento. Em São Paulo, são 170 salas de Delegacia de Defesa da Mulher (DDMs 24h) espalhadas pelo estado, além de 142 Delegacias da Mulher, sendo 18 com funcionamento ininterrupto. No site do programa SP por Todas, é possível consultar a lista completa das unidades 24 horas. Para quem preferir atendimento digital, a DDM Online continua disponível para o registro de ocorrências de violência doméstica.
Outro recurso importante é a Cabine Lilás, formada por policiais militares femininas com treinamento especializado para acolher vítimas. A equipe é acionada pela central 190 e, além do atendimento emergencial, oferece orientações sobre direitos, assistência jurídica gratuita, guarda dos filhos, pensão alimentícia, abrigos, auxílio-aluguel e acesso à saúde.
As ações fazem parte do movimento “SP Por Todas: 21 Dias por Elas”, iniciado em novembro pelo Governo de SP. A iniciativa integra os “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, promovido pela ONU Mulheres, e segue até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. O objetivo é fortalecer políticas públicas, conscientizar a população e ampliar a rede de apoio às mulheres por meio de serviços que abrangem acolhimento, segurança, saúde, carreira e autonomia financeira.
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