A Vigilância Sanitária de Suzano interditou, na última quarta-feira (4), uma clínica de estética localizada na região central do município, após constatar uma série de irregularidades.
A ação, que contou com o apoio da Polícia Civil, resultou na apreensão de materiais médicos e medicamentos controlados e na autuação e interdição do estabelecimento.
No local, os fiscais encontraram seringas e cânulas supostamente reutilizadas em diferentes pacientes, além de fios de endolaser e membranas de criolipólise – todos materiais de uso único e descartável. Também foram identificados medicamentos de uso restrito a profissionais médicos e ambientes hospitalares armazenados de forma irregular, além de produtos injetáveis vencidos.
Ainda foram apreendidos medicamentos, ampolas, agulhas, cânulas e demais insumos utilizados nos procedimentos. O estabelecimento permanecerá interditado até a completa regularização das pendências e apresentação de documentação profissional adequada.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Suzano, no momento da fiscalização, uma paciente havia acabado de realizar um procedimento estético de endolaser – prática invasiva e restrita a profissionais habilitados. A própria técnica em estética informou que tinha executado o procedimento se identificando como biomédica. Outra cliente, que aguardava atendimento, relatou que seria submetida à escleroterapia, conhecida popularmente como “secagem de vasos”, também pela mesma profissional.
Ainda segundo a administração municipal, os fiscais também encontraram material publicitário afixado nas paredes com a imagem da responsável trajando jaleco e uma identificação como biomédica. Ao ser questionada, ela afirmou estar cursando Biomedicina, mas apresentou apenas diploma técnico em Estética, o que a impede de exercer atividades exclusivas de biomédicos.
Já o responsável legal pela clínica alegou que os materiais supostamente reutilizados estavam apenas armazenados para descarte e que a profissional que executava procedimentos invasivos havia sido desligada dias antes da fiscalização. Segundo ele, a empresa estaria em processo de contratação de uma nova colaboradora devidamente habilitada. Apesar da justificativa, os fiscais constataram que os itens de uso único não estavam em recipientes apropriados para descarte e que havia medicamentos vencidos em locais de fácil acesso.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as infrações, que incluem os crimes previstos nos artigos 273 e 282 do Código Penal – falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos e exercício ilegal da medicina ou de profissões correlatas.
“A Vigilância Sanitária tem como missão proteger a saúde pública, e por isso atuamos com rigor diante de situações que representam risco à saúde dos pacientes. A reutilização de materiais descartáveis e o uso irregular de medicamentos são práticas extremamente perigosas, que podem causar infecções graves e outras complicações”, disse a diretora do órgão municipal, Carmen Lucia Lorente.
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