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Saiba se o INSS deixará de pagar aposentadoria a quem não tem nova identidade

Uma onda de informações desencontradas tomou conta das redes sociais nesta semana e deixou muitos aposentados apreensivos. Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp e publicações em redes sociais levantaram dúvidas sobre possíveis mudanças nos pagamentos do INSS e a exigência de novos documentos, especialmente após o avanço da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Diante do volume de boatos, o Instituto Nacional do Seguro Social veio a público esclarecer o que realmente muda e o que continua exatamente como está para quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio. A principal resposta é direta: benefícios em manutenção não sofrem alterações neste momento.

Desde novembro do ano passado, o INSS iniciou um processo de modernização que passou a exigir biometria digital apenas para novos pedidos de benefícios. Essa etapa faz parte de um plano nacional para reforçar a segurança, combater fraudes e garantir que os recursos cheguem corretamente a quem tem direito.

O que muda agora — e para quem

Na fase atual, a exigência de biometria vale somente para novas solicitações de aposentadorias e pensões. Para isso, o INSS pode utilizar dados biométricos já existentes em documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o título de eleitor ou a própria Carteira de Identidade Nacional (CIN).

A partir de 1º de maio, a biometria também passará a ser obrigatória para novos pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte. Quem não tiver biometria registrada em nenhum documento aceito precisará providenciar a emissão da CIN para concluir o pedido.

Mesmo assim, o órgão reforça que CNH e título de eleitor continuam válidos, desde que contenham biometria registrada.

E quem já é aposentado?

Segundo o governo federal, aposentados, pensionistas e beneficiários que já recebem seus pagamentos não precisam tomar nenhuma providência imediata. A implementação para esse público será feita de forma gradual, sem bloqueio automático ou suspensão de valores.

Caso o INSS identifique a necessidade de atualização biométrica de algum beneficiário ativo, a comunicação será feita individualmente e com antecedência, por meio do aplicativo Meu INSS, do site oficial ou pelos canais de atendimento presenciais.

Exceções importantes

Durante todo o período de transição, a exigência de biometria não será aplicada a todos os públicos. Estão previstas exceções para:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Pessoas com dificuldade de locomoção por motivo de saúde, mediante comprovação;
  • Moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas;
  • Migrantes, refugiados e apátridas;
  • Brasileiros que residem no exterior.

O INSS também mantém uma lista oficial de municípios considerados de difícil acesso, com base em dados do IBGE, justamente para evitar prejuízos a quem enfrenta limitações de atendimento.

Quando a CIN será obrigatória para todos?

O cronograma oficial prevê que somente a partir de 1º de janeiro de 2028 a Carteira de Identidade Nacional passará a ser o único documento aceito para requerimentos e manutenção de benefícios do INSS.

Até lá, a recomendação do órgão é que os cidadãos, sempre que possível, procurem os institutos estaduais de identificação para emitir a CIN. A medida ajuda a evitar filas no futuro e aumenta a segurança dos dados pessoais e previdenciários.

Enquanto isso, o alerta principal é claro: desconfie de mensagens alarmistas e busque sempre informações nos canais oficiais do INSS.

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP