Saiba o que muda com o avanço do Alto Tietê para a fase verde da quarentena

Com o avanço para a fase verde do Plano SP, anunciado pelo governador João Doria nesta sexta-feira (9), a região do Alto Tietê terá maior flexibilização nos setores que estão em atividade, com destaque para comércio e serviços, agora com liberação para 12 horas de funcionamento e capacidade de atendimento ampliada para 60%. As mudanças estão autorizadas pelo Governo de São Paulo a partir deste sábado (10), no entanto, ainda dependem da publicação dos decretos municipais.

A fase verde também permite maior flexibilização nas atividades culturais, convenções e eventos sociais, de negócios e culturais. Além da capacidade de 60%, também estará liberado o público em pé, desde que respeitado o distanciamento e os protocolos estabelecidos.

“Cada cidade está estabelecendo os seus protocolos e tem autonomia para definir a liberação desses eventos, tanto na esfera privada como nos equipamentos públicos”, disse o presidente do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) e prefeito de Guararema, Adriano Leite.

Atividades que gerem aglomeração, tais como festas, baladas, presença de torcedores em eventos esportivos e grandes shows com público em pé continuam proibidas.

Queda de casos e óbitos

Na opinião da direção do Condemat, o avanço para a fase verde atende a expectativa dos gestores do Alto Tietê, já que a região tem reduzido os indicadores de casos e óbitos de Covid-19, o que possibilita um maior controle da pandemia.

“Há um esforço de todos no enfrentamento da doença e os indicadores estão em curva decrescente há algumas semanas, o que dá margem para que mais alguns passos sejam dados em direção à normalidade. É importante reconhecer que existe um maior controle da pandemia, mas o vírus continua em circulação, o que faz necessário a manutenção de todos os cuidados preventivos e ainda algumas restrições”, disse Adriano leite.

A região tem registrado uma redução significativa nas internações e óbitos por coronavírus (Covid-19). Nos últimos 14 dias, as internações ficaram no patamar de 17,8 para 100 mil habitantes e os óbitos em 4,5 para 100 mil pessoas. No período anterior, a proporção era de 20,2 para as internações e de 9,4 para os óbitos.

Mudanças no Plano SP

Na atualização apresentada nesta sexta, o Governo do Estado anunciou novas mudanças no Plano SP, entre elas, a reintegração das seis sub-regiões de saúde da Grande São Paulo. Com isso, o Alto Tietê (sub-região Leste) voltou a ser classificado junto à Região Metropolitana. A evolução da pandemia também passou a considerar o total de novos casos, internações e óbito dos últimos 28 dias e os 28 dias anteriores. Com base nesses novos parâmetros, a Grande SP apresenta uma variação de 0,67 em novos casos; de 0,78 de internações; e de 0,76 em óbitos. Na proporção por 100 mil habitantes,  as internações estão em 38,9 e os óbitos em 4,4.

“A separação de São Paulo e outras regiões foi importante no auge da pandemia porque as redes de saúde apresentam muitas diferenças. Agora, na fase de flexibilização, é importante que a Grande São Paulo tenha uma uniformidade porque as sub-regiões são grudadas e as pessoas circulam entre elas. Agora é  fundamental que todas as sub-regiões mantenham os esforços para afastar o risco de retroceder de fase”, concluiu o presidente do Condemat.

Economia

A direção da ACMC (Associação Comercial de Mogi das Cruzes) considerou o avanço do Alto Tietê para a fase verde uma conquista importante para o processo de retomada da economia, já que o horário de funcionamento dos comércios e serviços volta ao normal e agora está permitido o atendimento de um número maior de pessoas.

“Há um aquecimento dos negócios desde o início da flexibilização e a expectativa é de que isso se consolide com o comércio voltando ao seu horário normal de funcionamento, o que permite que mais pessoas tenham acesso aos estabelecimentos. Essa ampliação também exigirá mudança nas escalas e mais pessoas trabalhando, o que é positivo para gerar oportunidades de contratações e girar a economia local”, diz o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.

O dirigente enfatiza a necessidade de atendimento aos protocolos de segurança, tanto por parte dos empresários como dos comerciantes. “É fundamental que os cuidados continuem para que possamos avançar mais”, conclui.

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