A Prefeitura de Itaquaquecetuba decretou situação de emergência nas áreas do município afetadas pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias. Segundo a administração municipal, 2.170 moradias foram atingidas e 44 pessoas precisaram deixar suas casas.
O decreto terá validade de 180 dias e permite a adoção de medidas administrativas para o atendimento às famílias e a recuperação das áreas afetadas.
De acordo com a Prefeitura, entre sábado (12) e domingo (13), Itaquaquecetuba registrou aproximadamente 117 milímetros de chuva. Novas precipitações ocorreram na segunda-feira (14). O volume acumulado, associado à saturação do solo e à sobrecarga dos sistemas de drenagem, provocou o extravasamento do rio Tietê e de córregos.
Levantamento da Defesa Civil aponta que as 2.170 moradias diretamente afetadas estão localizadas nas regiões da Vila Japão, Maria Augusta, Vila Sônia e Jardim Fiorelo. Foram registrados alagamentos, inundações, deslizamentos, movimentações de terra e danos em imóveis e vias públicas.
Ao todo, 44 pessoas de 11 famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas ao Centro de Convivência da Melhor Idade (CEMI). Equipes municipais também realizaram o resgate de moradores que ficaram ilhados, incluindo idosos, crianças, pessoas acamadas e recém-operadas.
“Estamos falando de um momento que exige, acima de tudo, cuidado com as pessoas. Desde os primeiros registros, nossas equipes estão nas ruas, atendendo as ocorrências, retirando famílias de áreas de risco, fazendo vistorias e trabalhando para recuperar os locais atingidos. O decreto é um instrumento importante para fortalecer essa resposta e permitir que o município avance com mais agilidade nas ações necessárias”, afirmou o prefeito Eduardo Boigues.
As ações emergenciais envolvem equipes de diferentes setores da administração municipal, incluindo Defesa Civil, Serviços Urbanos, Mobilidade, Assistência Social, Saúde e Segurança. Viaturas, caminhões, retroescavadeiras e caçambas estão sendo utilizados em resgates, desobstrução de vias, retirada de detritos e isolamento de áreas.
Segundo a Prefeitura, as famílias acolhidas receberam alimentação, água potável, kits de higiene e colchões, além de acompanhamento das equipes de assistência social e saúde.
Também foram realizadas vistorias em imóveis e encostas, instalação de lonas em taludes considerados vulneráveis e monitoramento das regiões atingidas.
Com o decreto, os órgãos municipais poderão ser mobilizados sob coordenação da Defesa Civil. A medida também autoriza a adoção dos procedimentos previstos na legislação para situações de emergência, incluindo contratações destinadas ao atendimento das necessidades decorrentes do desastre, desde que observados os requisitos legais.
A Prefeitura informou que as equipes permanecem mobilizadas devido à saturação do solo e às condições de encostas e cursos d’água. A orientação é para que moradores deixem áreas de risco diante de sinais de perigo e acionem os serviços de emergência.
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