A Prefeitura de Guararema voltou a acionar a Justiça contra a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) diante de um novo episódio de falta de água registrado em diferentes bairros do município nos últimos dias. O pedido busca o cumprimento de uma decisão judicial obtida em 2023, que determinou a aplicação de multa diária à empresa em caso de interrupção no fornecimento de água onde o serviço é prestado.
De acordo com a administração municipal, o novo acionamento ocorreu após avaliação da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, que reuniu comprovações de desabastecimento em diversas regiões da cidade, especialmente durante um período marcado por calor intenso. O objetivo é que a Justiça volte a exigir o cumprimento da chamada “obrigação de fazer”, garantindo o fornecimento regular de água à população.
Para tentar minimizar os impactos da situação, a Sabesp iniciou um esquema de redução de pressão alternada, com abastecimento gradual entre os bairros. Paralelamente, a Prefeitura e a própria companhia estão enviando caminhões-pipa às áreas mais afetadas. A administração municipal também reforça orientações para o uso consciente da água enquanto perdurar a crise hídrica.
“Já existe uma sentença favorável a nós e apenas estamos pedindo, mais uma vez, que a Justiça a faça cumprir, porque falta de água é coisa séria e nosso trabalho, como eu sempre digo, é cuidar da nossa gente, o que inclui fazer com que todos tenham água para beber, para lavar a louça e para tomar banho”, afirmou o prefeito de Guararema, Zé.
Além da medida judicial, a Prefeitura informou que está preparando uma denúncia junto ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). O município também orienta os moradores afetados a registrarem protocolo de reclamação junto à Sabesp, pelo telefone 0800 055 0195, e posteriormente formalizarem a queixa na ouvidoria da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), pelo número 0800 77 16 883.
Uso consciente de água
Guararema está incluída no alerta vermelho para “onda de calor” emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além das recomendações de cuidados com a saúde, como evitar exposição prolongada ao sol e o consumo de bebidas alcoólicas, o cenário também exige atenção redobrada ao consumo de água.
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o período é caracterizado como crise hídrica, com aumento de até 60% no consumo de água em nível estadual, enquanto os reservatórios operam com baixa capacidade. Diante disso, são recomendadas práticas simples para economia, como escovar os dentes com a torneira fechada, reduzir o tempo de banho, ensaboar louças com a água desligada, lavar carros com balde em vez de mangueira e varrer calçadas ao invés de lavá-las. Essas medidas, segundo os órgãos estaduais, podem contribuir significativamente para a preservação do recurso durante o período crítico.
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