Categorias
MOGI DAS CRUZES

Com 18 mortes por febre maculosa em SP, especialista da UMC alerta para diagnóstico precoce e prevenção

O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados de febre maculosa e 18 mortes pela doença até o fim de julho de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Os óbitos ocorreram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.


Embora não haja casos registrados no Alto Tietê neste ano, a circulação de pessoas por áreas rurais, sítios, trilhas e regiões de mata pode representar risco de exposição aos carrapatos transmissores da doença.


A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos infectados. De acordo com Jean Gorinchteyn, professor da disciplina de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein e ex-secretário de Estado da Saúde, o diagnóstico e o início do tratamento são importantes para evitar a evolução para quadros graves.


Os sintomas iniciais costumam ser febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar, podendo ser confundidos com outras doenças, como dengue, viroses e leptospirose. A partir dos primeiros dias, também podem surgir manchas avermelhadas na pele, especialmente nas mãos e nos pés.


Segundo Gorinchteyn, a doença pode provocar uma inflamação dos vasos sanguíneos e comprometer órgãos como rins, fígado e cérebro. Por isso, pessoas que apresentarem febre após frequentarem áreas de mata devem informar essa exposição ao profissional de saúde.

O médico também alerta que o tratamento não deve aguardar a confirmação laboratorial. “Pensou em febre maculosa, o tratamento deve começar imediatamente. Não se deve esperar o resultado dos exames”, afirma. Segundo ele, o atraso no início da antibioticoterapia pode aumentar o risco de agravamento do quadro.

Além da exposição direta, cães podem contribuir para levar carrapatos para dentro das residências após circularem por áreas de mata. Por isso, a recomendação é verificar o animal após passeios e utilizar produtos específicos para prevenção de carrapatos.

Entre as medidas de prevenção estão o uso de calças compridas, botas e roupas claras em áreas de mata, evitar contato com vegetação alta, além de verificar o corpo e as roupas após a permanência nesses locais. A orientação também é procurar atendimento médico diante do surgimento de sintomas após possível exposição a carrapatos.

WhatsApp Logo Entre em nosso Grupo no WhatsApp e receba notícias da cidade no seu celular!


Fique ainda mais perto das notícias de sua cidade seguindo o Notícias de Mogi no Instagram e no Google Notícias

Compartilhe essa notícia:
Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP