Casos de sarampo no Alto Tietê passam de 100; Estado fará campanha de vacinação

ALTO TIETÊ PRIORIDADE
Apesar da intensificação de campanhas de vacinação, segue aumentando o número de casos de sarampo no Estado de São Paulo, que já conta com 6.387 casos registrados em 2019. Deste total, 108 estão em cidades da Região do Alto Tietê, sendo que Mogi das Cruzes lidera o ranking com 31 casos. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SP).

Outro elemento que fez crescer o número de casos de sarampo em São Paulo é o fato que, a partir de agora, como o vírus já circula em todo o território paulista, o Estado passou a confirmar casos também com critério clínico-epidemiológico – ou seja, com base em sintomas e avaliação médica – conforme prevê o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.

De acordo com a SES/SP, este ano, houve oito mortes decorrentes de complicações pelo sarampo, sendo que todos eles tiveram confirmação laboratorial. Nenhum aconteceu no Alto Tietê.

Veja a relação de casos de sarampo nas cidades da região:

CidadeNº de casos
Mogi das Cruzes31
Poá20
Ferraz de Vasconcelos16
Itaquaquecetuba13
Guararema10
Suzano6
Santa Isabel6
Arujá4
Biritiba-Mirim2

Campanha de vacinação

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia, na próxima segunda-feira (7), em parceria com municípios e o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação contra o sarampo para alcançar crianças ainda não imunizadas contra a doença.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Até 25 de outubro, as doses estarão disponíveis em todos os postos de vacinação do Estado de São Paulo para crianças a partir de 6 meses e com menos de 5 anos. No sábado (19), haverá o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso dos pais e responsáveis.

O público-alvo da campanha deve ser levado aos postos de saúde, preferencialmente com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.

“A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, disse a Diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

A Secretaria também orientou que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente.

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Outros públicos

De acordo com a SES/SP, a campanha também terá uma segunda fase neste ano, focada em jovens de 20 a 29 anos. A ação acontecerá entre os dias 18 e 30 de novembro, quando acontecerá outro “Dia D”. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

A vacina é contraindicada para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde. As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

São consideradas pessoas com condição de risco os portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e evolução com maior gravidade.

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