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MOGI DAS CRUZES

Após protestos, Prefeitura de Mogi se reúne com moradores da Nova Mogilar para discutir projeto da ponte estaiada

Depois do panelaço realizado na última terça-feira (9) e manifestações nas redes sociais, moradores da região da Nova Mogilar se reuniram com representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes na noite desta quinta-feira (11) para tratar do projeto da ponte estaiada prevista para ser construída na região da “Rotatória do Habib’s” (Praça Kazuo Kimura).


O encontro contou com a presença da prefeita Mara Bertaiolli, do secretário de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar, além de outros secretários e chefes de gabinete.

De acordo com os moradores, Chavedar explicou que a ponte estaiada é apenas um “projeto-conceito”, ainda sem estudos técnicos, licenças ou autorizações. “Não tem nada fechado, portanto, estão abertos a sugestões e ideias”, disseram os moradores.

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Segundo eles, o secretário explicou que a alternativa de um túnel subterrâneo, cogitada por alguns moradores, seria tecnicamente possível, mas considerada inviável financeiramente, com custo estimado em cerca de R$ 500 milhões. Já a ponte estaiada teria custo aproximado de R$ 200 milhões, com parte do valor custeado pela CPTM, caso a proposta seja aprovada.

O secretário teria mencionado, ainda, que a concessionária responsável pela Linha 11-Coral é a “dona” da passagem atual e pode fechá-la quando a extensão até Cezar de Souza estiver concluída. Existe previsão de um viaduto simples pela CPTM até 2030, mas, segundo Chavedar, a ponte estaiada traria uma solução mais estruturada.

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Outro tema levantado foi a mobilidade de pedestres. O projeto inicial prevê duas passagens: a já existente passarela da Estudantes e outra que poderia ser construída em parceria com a iniciativa privada, ligando o shopping aos fundos do Alabarce e do Center Castilho. Essa última, porém, funcionaria apenas até as 22h. Os moradores pediram alternativas mais seguras e de uso contínuo, como a ideia de uma “praça elevada”, que ficou de ser analisada pela equipe técnica.

Como próximos passos, ficou acertada a realização de uma nova reunião para discutir de forma mais ampla o plano de mobilidade urbana na região, incluindo não apenas a ponte, mas também os demais projetos previstos. Além disso, a ouvidoria municipal vai disponibilizar um canal específico para que moradores enviem sugestões diretamente ao gabinete responsável.

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Com isso, a manifestação que estava marcada para este sábado (13) na rotatória foi reformulada. Em vez de protesto, os moradores farão um encontro com o objetivo de compartilhar as informações da reunião com quem não pôde comparecer e ampliar o debate sobre alternativas para o projeto.

Em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que o encontro faz parte das ações de rotina da atual gestão, visando manter o diálogo permanente, ouvir as demandas e esclarecer eventuais dúvidas sobre as propostas de avanços na mobilidade do município. 

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP