O governo federal vai reajustar as faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida em 2026, segundo afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista ao videocast C-Level Entrevista, da Folha de S.Paulo. A atualização deve atingir todas as faixas do programa e está em fase final de definição dentro do ministério.
De acordo com o ministro, a Faixa 1, que atualmente atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850 e concede moradias altamente subsidiadas, deve ter o teto elevado para cerca de R$ 3.200. A mudança busca alinhar o limite ao valor já adotado no programa Reforma Casa Brasil, que atende famílias até esse patamar.
Já a Faixa 2, que hoje contempla rendas de até R$ 4.700, deve ter o teto reajustado para algo em torno de R$ 5.000. Questionado sobre as demais categorias, Jader Filho afirmou que “todas as faixas terão reajuste”, embora os valores finais ainda estejam sendo definidos.
Segundo o ministro, o ajuste é uma resposta natural ao aumento do salário mínimo e à necessidade de manter famílias de baixa renda dentro do programa. Ele destacou que, em 2024, famílias que ganhavam até dois salários mínimos estavam incluídas na faixa mais subsidiada, mas, com a correção salarial, passaram a ficar fora dos critérios atuais.
O ministro também afirmou que o reajuste não deve exigir recursos adicionais, já que o programa conta com mais de R$ 17 bilhões disponíveis no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), responsável pelo financiamento da Faixa 1.
A expectativa do Ministério das Cidades é concluir a definição dos novos limites até o fim da semana, com impacto também sobre o programa de reforma habitacional.
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