Vigilância Sanitária de Mogi orienta retirada de cervejas da marca Backer de estabelecimentos

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A Vigilância Sanitária de Mogi das Cruzes está orientando comerciantes da cidade na retirada de produtos da cervejaria Backer, que, nos últimos dias, esteve envolvida em denúncias de contaminação que resultaram na intoxicação de pelo menos 14 pessoas, sendo que quatro delas morreram em consequência da síndrome nefroneural, associada ao consumo das cervejas – em um dos casos, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais confirmou intoxicação por dietilenoglicol após consumo da cerveja; outras três mortes estão em investigação.

Segundo a Vigilância Sanitária Municipal, foi realizada inspeção sanitária nos estabelecimentos identificados como vendedores dos produtos da marca, entretanto, os produtos já estavam segregados em áreas de acesso restrito. Mesmo assim, os estabelecimentos deverão apresentar à fiscalização os comprovantes da destinação dos produtos.

A administração municipal informa que as ações continuarão sendo realizadas nas inspeções de rotina e, caso seja verificada a existência dos produtos, será determinada a retirada da comercialização e segregação para devolução aos fornecedores, pois a responsabilidade do recolhimento é da empresa fabricante.

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) identificou a presença de monoetilenoglicol e de dietilenoglicol em oito rótulos de cervejas produzidas pela mineira Backer. São eles:

  • Belorizontina
  • Capixaba
  • Backer D2
  • Backer Pilsen
  • Brown
  • Capitão Senra
  • Fargo 46
  • Pele Vermelha

Aos consumidores, a orientação é que não consumam tais produtos e que a devolução seja feita ao local onde foram adquiridos para que o procedimento de recolhimento seja feito pela empresa. Caso algum consumidor que tenha ingerido alguma das bebidas investigadas apresente sintomas deve procurar um serviço de saúde e informar sobre o consumo do produto. Os sintomas incluem insuficiência renal aguda de evolução rápida, paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório etc.

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A Vigilância Sanitária Municipal realiza a fiscalização nos locais de vendas de cervejas e bebidas em geral, tais como adegas, empórios, bares, bistrôs, restaurantes e supermercados, em suas inspeções de rotina e por denúncias recebidas, onde há a verificação se as bebidas possuem registro no MAPA. As penalidades relativas à comercialização de bebidas sem procedência são autuação e a inutilização dos produtos.

Se algum consumidor constatar a comercialização dos produtos investigados em algum comércio do município deve informar o caso à Vigilância Sanitária Municipal, registrando uma denúncia na Ouvidoria da Prefeitura de Mogi das Cruzes pelo telefone 162, pelo site da Prefeitura no link Fale Conosco, pelo WhatsApp (11) 97133-1999 ou pelo aplicativo e-Ouve.

Investigação

O Ministério da Agricultura afirma “seguir atuando nas apurações administrativas para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram e tomando as medidas necessárias para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas”. No último dia 13, a pasta intimou a empresa a recolher dos estabelecimentos comerciais toda a sua produção vendida a partir de outubro de 2019 até a presente data. Antes disso, o ministério já havia lacrado tanques e demais equipamentos de produção e apreendido 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

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Publicado por
Leandro Cesaroni

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