O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (13), mais dois casos de febre amarela no estado. Com os novos registros, o total de casos confirmados da doença em 2026 chega a nove.
Os dois casos mais recentes foram registrados na cidade de Lagoinha, no Vale do Paraíba, e envolveram dois homens, de 64 e 54 anos, que morreram em decorrência da doença. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ambos não tinham histórico de vacinação contra a febre amarela.
Até o momento, o Vale do Paraíba concentra oito casos confirmados da doença, nas cidades de Cunha, Cruzeiro e Lagoinha. Na região, já foram registrados cinco óbitos, sendo quatro em Lagoinha e um em Cunha.
Outro caso confirmado neste ano ocorreu em Araçariguama, na região de Sorocaba. O paciente, um homem de 43 anos, se recuperou da doença. De acordo com o balanço estadual, todos os pacientes diagnosticados em 2026 não estavam vacinados.
Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra a febre amarela. A imunização está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e é recomendada para toda a população paulista desde 2019.
A orientação das autoridades de saúde é que pessoas não vacinadas procurem a unidade de saúde mais próxima, especialmente antes de viagens para áreas rurais, regiões de mata ou locais com circulação do vírus. A recomendação é que a vacina seja aplicada pelo menos 10 dias antes da exposição ao risco.
“A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. É fundamental que a população verifique a situação vacinal, especialmente para aqueles que residem ou viajam para áreas de risco, garantindo a proteção adequada”, afirmou a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang.
Segundo o governo estadual, a vacina faz parte do calendário de rotina e deve ser aplicada em crianças aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber dose única.
A Secretaria de Estado da Saúde informou ainda que segue monitorando o cenário epidemiológico e mantém ações de vigilância e prevenção em todo o estado. Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente aos serviços de saúde.
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