O Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes enfrentou um fim de semana marcado por episódios de violência contra funcionários e danos ao patrimônio. Os incidentes aconteceram no sábado (22) e no domingo (23) e exigiram intervenção das forças de segurança.
No primeiro caso, registrado no sábado, a confusão começou durante a triagem de um paciente com dor torácica. Segundo a Santa Casa, após ser informada de que o caso não atendia aos critérios clínicos para atendimento imediato na sala de emergência, a acompanhante passou a agir de forma agressiva. Ainda de acordo com a entidade, ela desferiu tapas na mesa e arremessou um monitor de computador ao chão. Em seguida, dirigiu-se até a recepção, onde continuou com atos de violência, chegando a desferir socos que danificaram a proteção acrílica do setor. A Polícia Militar foi acionada, compareceu à unidade e conduziu a mulher ao Distrito Policial para o registro do boletim de ocorrência.
No domingo, um segundo episódio voltou a colocar a segurança da equipe em risco. Segundo a Santa Casa, um indivíduo invadiu a sala de triagem e começou a ameaçar de morte a supervisora do plantão. Mesmo orientado a aguardar na recepção para evitar riscos, ele intensificou as agressões verbais, elevou o tom de voz e perturbou o atendimento no local. Ao deixar o pronto-socorro, o agressor ainda deu um soco na porta de entrada da recepção, quebrando o vidro. A Guarda Municipal foi acionada e conduziu os envolvidos à delegacia para registro da ocorrência.
A Santa Casa de Mogi das Cruzes informou que aguarda das autoridades as providências legais cabíveis em relação aos dois casos. Os setores de Manutenção e Tecnologia da Informação já realizam orçamentos para reparar os danos materiais provocados. Após a conclusão dos levantamentos, o Departamento Jurídico da instituição adotará as medidas judiciais necessárias para responsabilizar os autores e buscar a reparação dos prejuízos.
O vice-provedor da Santa Casa, Flávio Ferreira Mattos, lamentou os episódios e destacou que atos de violência prejudicam diretamente o funcionamento do único pronto-socorro 24 horas de portas abertas em Mogi das Cruzes. “Essas agressões penalizam funcionários que se desdobram para fazer o seu melhor, assustam pacientes, colocam vidas em risco e vandalizam instalações que servem à toda sociedade”, afirmou.
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