MOGI DAS CRUZES

Santa Casa de Mogi completa 147 anos com projetos de ampliação e revitalização

A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, mantenedora do Hospital Nossa Senhora Aparecida, comemora, na próxima segunda-feira (6), seu 147º aniversário de fundação.

Apesar da crise pela qual passa a saúde no Brasil e os efeitos da pandemia de coronavírus no mundo, a entidade informou que tem planos e vem passando por um processo de revitalização externa e interna de diversos setores.

Entre as principais ações, está o projeto de ampliação de UTI Neonatal (já programado e aguardando liberação) e a retomada e conclusão das obras de reforma e adequação do Pronto Socorro, previsto para ser entregue no prazo de 60 dias.

De acordo com a Santa Casa, essas obras fazem parte de um planejamento realizado pela provedoria e administração da instituição e têm como objetivo a melhoria contínua dos atendimentos aos pacientes que procuram os serviços do hospital.

Com novas ações voltadas para a humanização do atendimento e difusão de uma nova cultura de humanização, a instituição também implantou, há cerca de um mês, uma nova rede de telefonia, facilitando a comunicação interna e externa e o contato com o público.

Além disto, no último ano, a Santa Casa de Mogi contou com destinação de várias emendas parlamentares que garantiram a aquisição de novos equipamentos, reformas e compra de materiais. Através de parcerias de amigos, instituições, voluntários e pessoas da comunidade, diversas doações foram destinadas ao hospital.

O provedor da entidade, José Carlos Petreca, afirma que a Santa Casa de Mogi das Cruzes continua com o comprometimento de manter o atendimento digno e eficaz a todos, apesar das dificuldades. “Temos orgulho de fazer parte da saúde pública de Mogi das Cruzes e da região do Alto Tietê e manter nossas portas abertas a todos que dela necessitem”, disse ele.

Programação de aniversário

Culto Ecumênico

  • Será realizado na Capela da Instituição sem a presença dos colaboradores com transmissão ao vivo pelo Facebook da Instituição
  • Dia: 06/07/2020
  • Horário: 16h30

Almoço Especial

  • Dia: 06 e 07 de junho

Bolo Cupcake Individual / Café / Suco e Chá

  • Dia: 06/07/2020
  • Horário: Café da Tarde (15h às 16h)
  • Local: Refeitório

De acordo com a Santa Casa de Mogi das Cruzes, toda a programação será realizada respeitando as regras de distanciamento social. 

História

A fundação da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes ocorreu por iniciativa do vigário da cidade, padre Antônio Cândido Alvarenga, que reuniu representantes da comunidade mogiana em sua casa para criar uma sociedade cujo fim seria o de acudir os menos favorecidos. No dia 6 de julho de 1873, cerca de 130 pessoas participaram deste encontro que culminou com a idealização do Asylo da Sociedade Mogyana de Beneficência, primeira denominação da entidade. O primeiro artigo do Estatuto dizia que a sociedade praticaria a caridade cristã, especialmente aplicada à visita e ao curativo da pobreza enferma. Naquela época, os serviços eram feitos procurando-se os doentes carentes nos próprios bairros.

A primeira diretoria foi composta pelos seguintes membros: Presidente, Padre Antônio Cândido Alvarenga; vice-presidente, Joaquim Augusto Ferreira  Alves; Primeiro-secretário, Tenente-coronel Joaquim de Campos Freitas; Tesoureiro, Tenente-coronel Antônio Mendes da Costa; Procurador, José de Almeida Grant e, Ajudante, Capitão Tristão Augusto de Oliveira. Os primeiros médicos foram: Dr. Paulo Malheiro de Melo, Dr. Rodrigo Gomes Vieira de Almeida e Dr. Salvador José Corrêa Coelho.

Em 6 de novembro de 1881, foi inaugurada a primeira sede do Asylo da Sociedade Mogyana de Beneficência. O primeiro imóvel era alugado e ficava no largo do Bom Jesus, nº 1. Em 31 de julho de 1899, a sede passou a ser na rua Olegário Paiva, onde hoje fica a Delegacia de Ensino de Mogi das Cruzes. Mais tarde, em setembro de 1956, inaugura-se definitivamente, na Rua Barão de Jaceguai, nº 1148, a atual sede.

Essa notícia foi atualizada em 3 de julho de 2020 13:46

Compartilhar
Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP