A Prefeitura de Mogi das Cruzes instituiu, nesta segunda-feira (5), o Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Eventos Climáticos. A medida foi oficializada por meio de decreto assinado pela prefeita Mara Bertaiolli e tem como objetivo enfrentar os impactos da escassez de chuvas que afeta os reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), com destaque para o Sistema Alto Tietê, que atualmente apresenta o menor volume entre os sistemas produtores da Grande São Paulo.
A criação do comitê foi apresentada durante evento realizado no auditório da Prefeitura, onde também foi divulgado um balanço da Operação Verão, iniciada em dezembro e que será intensificada nas próximas semanas. A operação reúne ações preventivas para reduzir riscos decorrentes das chuvas e ampliar a capacidade de atendimento a situações de urgência e emergência.
Entre as medidas anunciadas estão a redução de 30% no consumo de água nos cerca de 600 prédios públicos municipais e campanhas de conscientização sobre o uso racional da água. Segundo a administração municipal, a decisão leva em conta o aumento de eventos climáticos extremos, como períodos prolongados de estiagem, chuvas escassas e ondas de calor.
“Estamos agindo com responsabilidade, planejamento e transparência para enfrentar um cenário desafiador, que exige união de esforços e decisões firmes. A criação do Comitê de Crise Hídrica nos permite monitorar a situação em tempo real, integrar ações e proteger a população de Mogi diante dos possíveis impactos das mudanças climáticas e da escassez de água”, afirmou a prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli.
Entre as medidas emergenciais já em andamento estão a redução de pressão na rede de distribuição de água, realizada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em horários alternados e por região. O Semae de Mogi das Cruzes (Serviço Municipal de Águas e Esgotos) intensificou ações de geofonamento para identificação de vazamentos não visíveis, manutenção contínua da rede e preparação para eventual contratação de caminhões-pipa para reforços pontuais no abastecimento.
“Estamos atuando de forma preventiva e técnica para minimizar os impactos da crise hídrica, mas é fundamental que toda a população colabore com o uso consciente da água. Cada atitude faz diferença neste momento”, afirmou o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado.
Além das ações operacionais, a Prefeitura informou que o Procon Municipal notificou a Sabesp, solicitando esclarecimentos sobre as medidas adotadas diante da crise hídrica. O documento estabelece prazo de 10 dias para resposta sobre critérios técnicos, planejamento específico para o município, monitoramento do abastecimento e canais oficiais de comunicação com a população. O Semae também encaminhou notificação formal à concessionária, solicitando atenção especial à manutenção da pressão da rede e aos níveis do Rio Tietê, que estariam próximos ao limite mínimo de segurança para captação, com o objetivo de evitar a decretação de racionamento no município.
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