O Hospital Municipal Prefeito Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas, completou 12 anos de funcionamento no último domingo (14). Para marcar a data, a Prefeitura de Mogi das Cruzes anunciou um pacote de investimentos que inclui a reforma completa da unidade, renovação de equipamentos e mobiliário e a realização de um mutirão com 16.755 atendimentos especializados.
O anúncio foi feito na última segunda-feira (15) durante visita da prefeita Mara Bertaiolli ao hospital. Segundo a administração municipal, o objetivo é modernizar a estrutura física da unidade, ampliar a oferta de consultas e exames especializados e melhorar o conforto de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.
Entre os atendimentos previstos no mutirão estão 9 mil exames de ultrassonografia doppler, 3.100 avaliações com cirurgião vascular, 2 mil consultas em cardiologia, 500 consultas com otorrinolaringologista, 635 avaliações urodinâmicas, 220 histeroscopias, 600 avaliações em cirurgia geral e 700 avaliações em cirurgia urológica.
De acordo com a administração municipal, a reforma abrangerá áreas internas e externas do hospital, com melhorias nos fluxos de atendimento, substituição de leitos, cadeiras e poltronas, além da modernização de equipamentos utilizados na assistência aos pacientes.
Classificação azul
Outra medida recentemente implantada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes no Hospital Municipal e no Pró-Criança foi a adoção da classificação de risco azul no Protocolo de Manchester.
A nova categoria é destinada aos casos considerados não urgentes. Nestas situações, os pacientes podem ser orientados e encaminhados para consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme a disponibilidade da rede municipal.
Com a mudança, a classificação de risco passa a contar com cinco níveis:
- Vermelho: emergência (atendimento imediato);
- Laranja: muito urgente (até 10 minutos);
- Amarelo: urgente (até 60 minutos);
- Verde: pouco urgente (até 120 minutos);
- Azul: não urgente (até 240 minutos ou encaminhamento para a Atenção Básica).
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, a medida busca reduzir a sobrecarga dos serviços de urgência e emergência, priorizando os atendimentos de maior gravidade e direcionando casos de baixa complexidade para o serviço mais adequado dentro da rede pública de saúde.
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