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Polícia afasta carcereiro, três delegados e investigador após operação em cadeia de Mogi

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou o afastamento de cinco servidores da Polícia Civil após a investigação sobre suspeitas de favorecimento indevido a presos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. A medida atinge um carcereiro da unidade prisional, três delegados e um investigador que atuam na Seccional da Polícia Civil do município.


Segundo a SSP, os afastamentos são imediatos e foram determinados para evitar possíveis interferências nas apurações. Também foram instaurados um inquérito policial e um procedimento correicional disciplinar, sem prejuízo de outras medidas que possam ser adotadas durante a investigação.


Os cinco servidores prestaram depoimento à Corregedoria Geral da Polícia Civil neste sábado (17).

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A investigação ganhou força com a Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada na sexta-feira (16) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).


Na ocasião, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no 1º Distrito Policial do município e em um endereço residencial.

De acordo com o Ministério Público, a apuração busca esclarecer suspeitas de concessão de regalias a presos provisórios custodiados na unidade. Entre os indícios investigados estão o fluxo frequente de visitantes, inclusive pessoas sem vínculo familiar com os detentos, e possíveis benefícios incompatíveis com as condições de encarceramento.

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Os fatos podem configurar, em tese, crimes de corrupção passiva e ativa, além de prevaricação.

Caso envolve cadeia onde está preso Milton Leite

A Cadeia Pública de Mogi das Cruzes também abriga o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o sistema de transporte coletivo e possíveis relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação sobre as condições de custódia dos detentos, no entanto, é objeto da Operação Custódia (In)Fiel. A existência de apurações sobre possíveis privilégios na unidade não significa, por si só, que todos os presos sejam suspeitos de envolvimento nas irregularidades investigadas.

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A Corregedoria Geral da Polícia Civil também determinou correições na cadeia e no 1º Distrito Policial para verificar os serviços e as rotinas administrativas e operacionais das duas unidades.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias dos fatos e individualizar eventuais responsabilidades. A pasta também reiterou o compromisso das forças estaduais de segurança com a transparência, a legalidade e a apuração das suspeitas.

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP