O Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI/ATC) realizou nesta quarta-feira (22) uma operação contra construções irregulares e descarte ilegal de entulho na região da estrada dos Fernandes, em Suzano, próximo aos limites com Ribeirão Pires, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo. A ação contou com a presença de representantes do Ministério Público, secretarias municipais e órgãos estaduais.
Durante a vistoria, as equipes constataram diversas irregularidades cometidas pelo proprietário de uma área localizada às margens do rio Guaió, incluindo aterro e parcelamento de solo ilegais, construção em área de preservação e ligações clandestinas de água e energia elétrica. O infrator será processado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por crimes ambientais. A Prefeitura de Suzano determinou prazo de cinco dias para a demolição voluntária das construções, sob pena de intervenção direta.
A operação também fiscalizou pontos de descarte irregular de entulho na estrada Sete Cruzes, especialmente em uma ponte na divisa com Ferraz de Vasconcelos.
Segundo a diretora de Fiscalização e Controle Ambiental, Solange Wuo Franco, as ações conjuntas têm sido fundamentais para conter a degradação nas áreas de manancial. “A fiscalização integrada tem se mostrado efetiva para garantir a preservação dessas regiões, interrompendo construções e parcelamentos ilegais que causam danos ambientais graves”, afirmou.
O secretário de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, destacou a importância da atuação coordenada entre diferentes esferas do poder público. “Essas operações garantem o cumprimento da lei e reforçam a segurança ambiental e social”, disse.
Já o secretário de Meio Ambiente, André Chiang, ressaltou que as ações são baseadas em estudos técnicos e acompanhadas por órgãos estaduais e pelo Ministério Público. “Cada etapa é planejada para alcançar resultados concretos e proteger a qualidade de vida da população”, afirmou.
A área fiscalizada é alvo de denúncias desde 2015, com histórico de aterros clandestinos, comercialização irregular de lotes e descarte de resíduos trazidos de outras cidades da região metropolitana. Chiang concluiu destacando que o objetivo é assegurar o crescimento sustentável de Suzano: “Cada ação de fiscalização é uma proteção direta aos nossos rios e mananciais. O meio ambiente não espera, e nós também não podemos esperar para agir”.
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