Leituristas da EDP são treinados para identificar focos de Aedes Aegypti em Mogi

A Prefeitura de Mogi das Cruzes e a EDP, distribuidora de energia elétrica na região, promoveram uma capacitação de leituristas para contribuir no combate do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela na cidade.

De acordo com a administração municipal, mensalmente, os leituristas percorrem as ruas das áreas de concessão fazendo a medição do consumo de energia dos clientes e podem prestar orientações importantes no combate de possíveis criadouros.

O encontro foi realizado na última sexta-feira (28), no auditório do Cemforpe, com a capacitação de 140 leituristas que atuam em Mogi das Cruzes (95 profissionais) e também nas unidades de Taubaté (33) e Guararema (12). Na sequência, a ação de identificação dos focos também será disponibilizada para as cidades de Tremembé, Caçapava, Jambeiro, Pindamonhangaba, Roseira, Ferraz de Vasconcelos, Salesópolis, Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano.

Os leituristas da EDP foram capacitados para observar e identificar possíveis criadouros do mosquito durante o trabalho de leitura dos medidores de energia elétrica. A companhia criou um código específico para este fim no equipamento de medição utilizado por seus profissionais, que cria um aviso que é repassado aos órgãos municipais competentes. A ação auxiliará na realização de inspeções e execução de medidas de controle e prevenção.

“Sabemos que no período chuvoso há aumento considerável nos casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti e temos potencial em nossos leituristas para contribuir com o combate dos focos de proliferação. Essa parceria com as Prefeituras, com certeza, trará reflexo muito positivo para a população”, afirma Roberto Miranda, gestor executivo de relacionamento da EDP.

A dengue é uma doença causada por vírus transmitido de uma pessoa doente para uma pessoa sadia por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Em 2019, Mogi das Cruzes registrou 136 casos da doença (outros 18 exames ainda aguardam resultados) e neste ano, até o momento, há 7 casos confirmados.

“Os casos de dengue só serão reduzidos à medida que os mosquitos não conseguirem mais se proliferar. Sem criadouros, como água acumulada, não teremos mosquito, e consequentemente reduziremos os casos”, disse Tereza Nihei, médica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.


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