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MOGI DAS CRUZES

“Homem de Lata”: a história por trás do guardião de Mogi das Cruzes

Viajar é sempre uma experiência enriquecedora, mas nada se compara à sensação de voltar para casa. Quem retorna a Mogi das Cruzes pela rodovia Mogi-Dutra é recebido por uma figura imponente que se tornou símbolo da cidade: o Monumento ao Bandeirante. Popularmente chamado de “Homem de Lata”, ele é um marco de boas-vindas para os mogianos.


Mas afinal, quem é o personagem retratado na escultura? Trata-se de Gaspar Vaz, o bandeirante paulista considerado fundador de Mogi das Cruzes. Foi ele quem, em 1560, abriu o primeiro caminho que ligava o então povoado à cidade de São Paulo.

Com 13 metros de altura e três toneladas, o monumento chama atenção não apenas pelo tamanho, mas também pela criatividade de seu autor. A obra foi idealizada pelo artista plástico Belini Romano, que acumula trabalhos em coleções particulares no Brasil e em países como França, Espanha e Japão. Ela foi doada pela empresa Aços Villares em 2006, em comemoração aos 40 anos da empresa e à duplicação da Rodovia Mogi-Dutra.

A proposta de Belini vai além da homenagem histórica: o artista é conhecido por explorar o uso de materiais recicláveis em suas criações, estimulando a reflexão sobre sustentabilidade e preservação ambiental. Assim, o “Homem de Lata” não é apenas um marco cultural, mas também um lembrete da importância de cuidar do meio ambiente.

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP