A concessionária EDP iniciou nesta semana um mutirão para a retirada de cabeamentos irregulares de telecomunicação em postes de ruas e avenidas de Mogi das Cruzes. A ação ocorre após reuniões e cobranças realizadas pela Prefeitura e deve seguir até o fim de maio.
Segundo a administração municipal, o planejamento foi elaborado em conjunto com a concessionária, com o objetivo de aumentar a segurança e reduzir a poluição visual causada pelo excesso de fios clandestinos, desativados ou excedentes instalados nos postes da cidade.
Os trabalhos estão concentrados em um dos principais corredores viários do município, abrangendo a Rua José Bonifácio, Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco (Rua dos Bancos), Avenida Fernando Costa, Avenida Francisco Ferreira Lopes e Avenida Lourenço de Souza Franco.
De acordo com a EDP, as empresas responsáveis pelos cabos foram notificadas previamente para realizar a adequação das redes conforme a legislação vigente. Fiações sem identificação, desativadas ou consideradas clandestinas serão removidas pelas equipes técnicas.
A Prefeitura informou que as discussões sobre o tema vêm ocorrendo desde o início da atual gestão. As reuniões mais recentes entre o município e a concessionária foram realizadas nos dias 18 de março e 17 de abril.
“Nós realizamos diversas reuniões, porque existia uma cobrança muito grande por parte da população com a fiação solta, caindo ou amarrada nos postes. É isso que precisamos. Cuidar da cidade é uma obrigação da Prefeitura e também de todos nós”, disse o vice-prefeito, Téo Cusatis.
Compartilhamento dos postes
O compartilhamento de postes entre distribuidoras de energia e empresas de telecomunicações é regulamentado por resolução conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo a EDP, as empresas de telefonia e internet são notificadas regularmente para adequar a rede compartilhada e remover cabos rompidos ou fora dos padrões. A concessionária ressalta que as intervenções nos cabos devem ser feitas pelas próprias empresas responsáveis, devido ao risco de interrupção de serviços essenciais, como comunicação de hospitais, escolas e órgãos públicos.
A distribuidora informou ainda que atua diretamente apenas nos casos em que os cabos representam risco à segurança da população ou estão em situação irregular identificada pelas equipes técnicas.
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