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Coronavírus: cidades do Alto Tietê têm 404 respiradores e 336 já estão em uso

ALTO TIETÊ PRIORIDADE
Um levantamento realizado pelo Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) aponta que as cidades da região possuem, atualmente, 404 respiradores, no entanto, 336 já estão em uso, de forma que restam apenas 68 disponíveis e não há informações sobre as condições desses equipamentos. Vale lembrar que o aparelho é essencial para o tratamento dos pacientes contaminados pelo coronavírus (Covid-19) que apresentam quadro grave.

Segundo a pesquisa, feita por meio do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde, do total de respiradores, a maior parte – 302 – está nos serviços públicos (estaduais e municipais) que funcionam nas cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.

Os outros 102 respiradores estão em unidades privadas de Arujá, Mogi das Cruzes e Suzano.

Com mais serviços de saúde, privados e públicos, a cidade de Mogi das Cruzes é a que possui maior número de respiradores, com 221 equipamentos registrados – 54% do total. A menor oferta está nas cidades de Poá (2) e Salesópolis (1).

Os equipamentos existentes no Alto Tietê estão distribuídos em centros de referência, hospitais, maternidades e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Confira a distribuição na tabela abaixo.

Fonte: Condemat

O respirador é um equipamento essencial à sobrevida de pacientes que apresentam problemas de saúde mais graves, não necessariamente em patologias do sistema respiratório. Pacientes em coma, por exemplo, precisam desse recurso. Por isso, os respiradores são disponibilizados, principalmente, em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

De acordo com o Condemat, até o momento, nunca houve relatos sobre a insuficiência de respiradores para atender a demanda da região. Diante dessa situação nova, as autoridades de saúde estão trabalhando para a ampliação dos equipamentos com base na curva de crescimento esperada para a Covid-19 e no percentual de pacientes que deverão apresentar quadros mais graves, os quais vão exigir o uso do aparelho.

“Existe um esforço em ampliar o número de leitos de UTI e, consequentemente, também de respiradores para que a Região esteja preparada para dar suporte aos pacientes, lembrando que as ações acontecem com aval da Secretaria de Estado da Saúde. Não temos como precisar hoje quantos equipamentos são necessários, mas precisamos estar preparados”, afirma a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do Condemat, Adriana Martins.

Mais respiradores

Conseguir mais equipamentos, seja por meio de compra ou locação, tem sido um entrave para as prefeituras que se mobilizam para ampliar a rede de atendimento aos doentes, diz o Condemat.

Além da oferta praticamente escassa de novos respiradores, a demanda elevada refletiu nos preços. O equipamento, que custava em torno de R$ 70 mil, é vendido agora por R$ 200 mil. Também quase não se acha o aparelho para locação.

A elevação de preços não se restringe apenas aos respiradores. As Prefeituras enfrentam muitas dificuldades para a aquisição de outros equipamentos e insumos necessários no enfrentamento ao coronavírus, desde luvas e máscaras até álcool em gel. Quando há disponibilidade, os preços são muito acima dos praticados antes da demanda gerada pela Covid-19, impactando diretamente o orçamento das cidades.

“A direção do Condemat está em contato com o COSEMS-SP (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo), o qual está buscando meios legais para rebater isso e garantir a reposição aos municípios, com apoio do Ministério Público e Procon, e amparado pelo decreto estadual de calamidade pública”, afirma a coordenadora Adriana.

Foi solicitado às Prefeituras do Alto Tietê que informem os produtos  com dificuldade de aquisição, preços anteriores, preços atuais e nomes das empresas para encaminhamento ao COSEMS-SP.

“É lastimável que diante de uma pandemia como a que estamos enfrentando, seja necessário dispender esforços para coibir esse tipo de conduta quando todas as atenções deveriam estar no combate ao vírus”, disse a coordenadora.

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