A cineasta Vitória Rocha, de Itaquaquecetuba, estreia no audiovisual com o curta-metragem ‘Arandu’, que mostra a cidade como um lugar de criação, memória e potência cultural.
Gravado com uma handcam e protagonizado por moradores do município, o filme acompanha Naldinho, um jovem em busca de emprego que caminha por Itaquaquecetuba registrando as paisagens da cidade. Com o tempo, esses registros revelam as ruas, os comércios, as casas e os fantasmas imortais do território.
Misturando documentário e ficção, o filme faz da câmera um gesto político e a transforma em um instrumento de escuta, de expressão e de autoarquivamento.
“Filmar em Itaquá foi, pra mim, um gesto de escuta e reparação. Quis mostrar que existe poesia onde muita gente só vê problema. A cidade é cheia de histórias e esse filme é uma tentativa de não deixar que elas desapareçam”, disse a diretora Vitória Rocha.
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