O abono salarial do PIS/Pasep pode garantir um valor de até R$ 1.612 em 2026 para milhões de trabalhadores brasileiros. O benefício é pago anualmente e leva em consideração o tempo de trabalho com carteira assinada no ano-base, que neste caso é 2024.
O valor não é fixo para todos. Ele varia de acordo com a quantidade de meses trabalhados no período. Quem trabalhou durante todo o ano pode receber o valor integral, enquanto quem atuou por menos tempo recebe de forma proporcional.
A estimativa do governo federal é de que cerca de 22,2 milhões de trabalhadores sejam contemplados ao longo de 2026.
Quem tem direito ao PIS/Pasep
Para receber o abono salarial, é necessário atender aos seguintes critérios:
- Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024;
- Ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.
Como funciona o pagamento
O pagamento é dividido entre dois grupos:
- Trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS, pago pela Caixa Econômica Federal;
- Servidores públicos recebem o Pasep, pago pelo Banco do Brasil.
Os valores podem ser depositados diretamente em conta bancária ou disponibilizados por meio de poupança digital. Também é possível realizar o saque em agências, lotéricas e caixas eletrônicos, dependendo do caso.
Como consultar se você vai receber
Os trabalhadores podem verificar se têm direito ao benefício e consultar valores e datas de pagamento por diferentes canais:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- Portal Gov.br;
- Telefone 158, do Ministério do Trabalho;
- Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;
- Central da Caixa pelo telefone 0800-726-0207.
A consulta é simples e pode ser feita com CPF e senha cadastrada. Caso o benefício esteja disponível, o próprio sistema informa o valor e a data de pagamento.
Entenda o benefício
Criado pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial é pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e funciona como uma espécie de “14º salário” para trabalhadores de baixa renda.
O calendário de pagamentos é organizado de forma escalonada, geralmente conforme o mês de nascimento do trabalhador (no caso do PIS) ou o número de inscrição (no Pasep).
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