O pagamento do 13º salário é um dos benefícios mais aguardados pelos trabalhadores com carteira assinada no Brasil. A primeira parcela deve ser paga até o dia 30 de novembro, e muitos já começam a fazer as contas para saber quanto irão receber. Entender como é feito o cálculo ajuda o trabalhador a se planejar financeiramente e evitar surpresas.
O décimo terceiro salário corresponde a 1/12 da remuneração por mês trabalhado durante o ano. Ou seja, quem trabalhou o ano inteiro tem direito ao valor integral de um salário bruto. Já quem foi admitido ao longo de 2025 receberá proporcionalmente ao número de meses trabalhados — contando cada mês com pelo menos 15 dias de serviço.
A primeira parcela corresponde a 50% do valor total do 13º, calculada com base no salário de novembro (ou no salário atual, se já houve reajuste). Nessa etapa, não há descontos de INSS ou Imposto de Renda, que só são aplicados na segunda parcela, paga até 20 de dezembro.
Exemplo de cálculo
Um trabalhador que recebe R$ 2.400 por mês e trabalhou durante todo o ano receberá:
- 1ª parcela: R$ 1.200 (50% do valor total)
- 2ª parcela: R$ 1.200, menos os descontos de INSS e IR (caso se apliquem)
Se o empregado começou a trabalhar em abril, por exemplo, terá direito a 9/12 do 13º. Nesse caso, o valor total seria de R$ 1.800 (R$ 2.400 ÷ 12 × 9), e a primeira parcela seria R$ 900.
Quem tem direito ao 13º salário
O benefício é garantido a trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. No caso de empregados domésticos e temporários, o cálculo segue as mesmas regras, considerando o tempo de serviço prestado durante o ano.
Dica para o trabalhador
A primeira parcela do 13º é uma boa oportunidade para organizar as finanças, pagar dívidas ou antecipar compras de fim de ano. Especialistas recomendam evitar gastos por impulso e reservar parte do valor para despesas fixas, como IPTU, IPVA e material escolar.