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Veja as medidas adotadas pela Prefeitura de Suzano desde o Massacre na Escola Raul Brasil

No mês passado, o Massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano, completou quatro anos. O crime resultou na morte de sete pessoas. Os autores, que eram ex-alunos da instituição de ensino, se suicidaram após a tragédia.


Nos últimos dias, outros casos de violência em escolas vêm chocando a população de todo o país. No dia 27 de março, um aluno de 13 anos matou uma professora a facadas em uma escola na zona oeste de São Paulo, além de ter deixado outras quatro pessoas feridas. Já nesta quarta-feira (5), um homem de 25 anos matou quatro crianças e feriu outras cinco em uma creche na cidade de Blumenau/SC.

O surgimento de novos casos como esses reacendem a discussão de que medidas podem ser adotadas para evitar a violência nas escolas. Em quatro anos, a Prefeitura de Suzano anunciou diversas ações com o objetivo de garantir a segurança dos alunos.

Agentes escolares

Desde 2019, a administração municipal de Suzano reforçou a contratação de agentes de segurança escolar. Os controladores de acesso, que atuam nas 74 escolas municipais, regulam os horários de entrada e saída dos alunos.

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Botão de pânico

Todos os agentes escolares trabalham munidos com um botão de pânico, que também fica junto com a diretoria da escola e é posicionado em local estratégico e definido junto com a comunidade escolar.

O acionamento do botão dispara um alerta para duas centrais: uma privada e a outra para o CSI (Central de Segurança Integrada) de Suzano, que conta com a presença da Guarda Municipal e da Polícia Militar (PM/SP).

“Essas duas centrais funcionam como contingência. Caso uma falhe, a outra garante o recebimento do alarme e ação imediata das equipes. Nós temos, em média, um tempo de ação de 3 a 10 minutos, dependendo da distância das escolas, bem como um número de 15 ações realizadas com sucesso desde 2019”, disse o prefeito Rodrigo Ashiuchi.

Câmeras nas escolas

Em maio de 2022, a Secretaria Municipal Educação concluiu a instalação de câmeras de monitoramento em todas as 74 escolas municipais de Suzano e na sede da pasta.

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Cada unidade recebeu de 8 a 12 câmeras conectadas à Central de Segurança Integrada (CSI), totalizando 870 equipamentos de imagem.

Até então, apenas algumas escolas tinham câmeras internas por iniciativa própria. Com os novos equipamentos, todas as unidades municipais foram contempladas, garantindo maior segurança aos alunos e funcionários.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Leandro Bassini, as câmeras estão em ambientes estratégicos, sendo que as imagens são conectadas à CSI e acompanhadas por agentes capacitados para esse trabalho junto à Educação.

Capacitação de funcionários

A Secretaria de Educação de Suzano mantém o projeto “Prevenir a Violência Escolar”.  A capacitação prepara funcionários de escolas municipais para monitorar a rotina escolar e identificar crianças em possível condição de vulnerabilidade. A partir do diagnóstico, são realizadas visitas aos domicílios e diálogo com as famílias, para buscar a origem dos problemas.

Com isso, é possível tomar medidas cabíveis para a situação de cada estudante, desde a adaptação das abordagens pedagógicas até o encaminhamento para outros órgãos municipais de Saúde ou Assistência Social, por exemplo. 

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“A gente entra em contato com o núcleo familiar para identificar a causa raiz, pode ser um desemprego, briga de casais, enfim, um ambiente totalmente desfavorável que possa estar influenciando diretamente nesse desenvolvimento negativo da criança”, afirmou o prefeito Rodrigo Ashiuchi.

Conscientização

A cidade de Suzano passou a contar também com o Grupo Unido na Ação de Resistência às Drogas (Guard), um grupamento específico da Guarda Civil Municipal que tem ido às escolas para tratar do assunto.

CRAVI

Em janeiro de 2020, a cidade de Suzano, em parceria com o Governo de SP, recebeu uma unidade do CRAVI (Centro de Referência e Apoio à Vítima). A unidade, localizada no subsolo do Paço Municipal Prefeito Firmino José da Costa (rua Baruel, 501 – centro), presta atendimento gratuito a pessoas e familiares que foram alvos de crimes violentos.

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP