O Cineteatro Wilma Bentivegna, em Suzano, recebe, a partir desta terça-feira (16), o ‘CineCompir’, uma programação especial voltada para exibição de filmes com temática racial.
A iniciativa, realizada em parceria com o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Suzano (Compir), conta com apoio do Polo de Música e Audiovisual Paulo José.
A programação terá quatro sessões: a primeira, que ocorre nesta terça, seguida pela exibição do dia 21 de outubro, depois em 18 de novembro e, por fim, em 16 de dezembro.
De acordo com a administração municipal, todas as sessões serão às 19h e, para assistir, basta comparecer ao local com antecedência para garantir um lugar.
A primeira exibição será do filme ‘Medida Provisória’ (2022), que é dirigido por Lázaro Ramos. A obra retrata um futuro distópico em que o governo brasileiro decreta a migração forçada de cidadãos negros para a África. A trama acompanha o casal formado por Capitú, interpretado por Taís Araújo, e pelo advogado Antonio, papel de Alfred Enoch. Inspirado na peça ‘Namíbia, Não!’ (2011), também de Lázaro Ramos, o longa-metragem é indicado para maiores de 14 anos e aborda de forma crítica questões raciais e de identidade.
No mês seguinte será a vez do documentário ‘Som de Preta’ (2025). Durante 60 minutos, a montagem, livre para todos os públicos, retrata as trajetórias de três talentosas artistas pretas da cena musical, Cellia Nascimento, Leticia D’Alma e Kmilee, destacando suas vivências, conquistas e a potência de suas vozes no cenário afro cultural de São Paulo. A obra é dirigida por Alexia Furacão.
Em novembro será exibido ‘Marighella’ (2021), drama dirigido por Wagner Moura que retrata a trajetória do líder negro e político Carlos Marighella, interpretado pelo cantor e compositor, Seu Jorge. Vivendo sob a repressão da ditadura militar, ele decide enfrentar o regime e liderar a resistência revolucionária. O filme é indicado para maiores de 16 anos.
Já em dezembro, o público poderá acompanhar o documentário ‘A Jẹun Bó’ (2025), que mergulha na culinária do candomblé para apresentar as celebrações de origem africana como festas, rituais e cerimônias. Criada pela jornalista Camila Silva e pelo antropólogo Rodney William, a obra é livre para todos os públicos.
“O Compir desempenha um papel fundamental na valorização da diversidade cultural em nossa cidade, assegurando acessibilidade e respeito a todos. Graças à parceria com o Polo Paulo José, os suzanenses terão acesso a obras que fortalecem a valorização racial e colaboram com os objetivos do Compir, também como uma forma de lazer”, disse o prefeito Pedro Ishi.
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