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MOGI DAS CRUZES

Ação conjunta embarga 75 lotes irregulares no Quatinga, Pindorama e Taiaçupeba, em Mogi

O Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) realizou, na quarta-feira (20), uma operação para combater parcelamentos irregulares de solo em áreas de mananciais de Mogi das Cruzes. A ação ocorreu nas regiões de Quatinga, Pindorama e Taiaçupeba e resultou no embargo de 75 lotes irregulares.


O trabalho mobilizou equipes municipais, estaduais e policiais, que saíram em comboio da sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal logo pela manhã.

A operação teve como foco três loteamentos clandestinos, onde os proprietários foram notificados sobre as irregularidades e orientados a procurar os órgãos competentes.

“Estamos cumprindo a orientação de intensificar o trabalho integrado com o Estado e demais órgãos, sempre com o objetivo de preservar a biodiversidade e, neste caso específico, garantir a qualidade e produção de água, que abastece milhões de pessoas na Grande São Paulo”, afirmou a secretária da pasta, Patricia Cesare.

Além da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, participaram da ação a Polícia Militar Ambiental, a Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais, a Patrulha Ambiental, a Cetesb, a Diretoria de Proteção e Fiscalização Ambiental do Estado, além de departamentos de fiscalização das secretarias municipais de Segurança e de Planejamento e Urbanismo.

O Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras é vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e atua principalmente na região sul de Mogi, dentro da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Tietê Cabeceiras (APRM-ATC). A área abriga o Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT), responsável por reservatórios essenciais ao abastecimento da Grande São Paulo.

Atualmente, cerca de 49% do território de Mogi das Cruzes é formado por áreas de mananciais, com destaque para Quatinga, Barroso e Taiaçupeba. Essas regiões têm papel estratégico para o abastecimento público, já que as APRMs são definidas por lei como sub-bacias hidrográficas destinadas à proteção da produção de água para milhões de pessoas.

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Leandro Cesaroni

Por Leandro Cesaroni

Jornalista graduado pela FIAM e pós-graduado em jornalismo cultural pela FAAP